SUBSCREVER

Tlm 961641268

©Just YogaTodos os direitos reservados.Design e implementação do site:Tradi.pt

September 10, 2018

September 10, 2018

September 10, 2018

September 10, 2018

September 10, 2018

September 10, 2018

Please reload

Posts Recentes

PT Yoga

September 10, 2018

1/5
Please reload

Posts Em Destaque

Alice Lopes

September 5, 2014

 

A Alice é professora e formadora de professores do método Viniyoga. Foi a minha "mestra" no curso de professores de Viniyoga no Porto e há-de continuar a ser... Sempre que surge uma dúvida ou preciso de um conselho amigo nesta área, é a quem recorro. Infelizmente agora não me pode acompanhar na prática porque mudou-se para os Estados Unidos. A Alice é um exemplo de ser humano, delicada, observadora, atenta, leva a que os seus alunos aprendam por eles mesmos. Não obriga, não impõe e os conselhos que dá são subtis. Acima de tudo deixa fluir e respeita a natureza de cada um (não fosse adepta do método Viniyoga!!) Por tudo isso e muito mais a Alice foi a primeira convidada para Yogar connosco por uns momentos.

 

O que é o yoga para a Alice? O yoga é talvez a ferramenta mais extraordinária à disposição do ser humano para melhorar a qualidade da sua vida.

 

Quando e como surgiu o yoga na sua vida? O meu primeiro contacto com o yoga foi muito cedo: era adolescente e os meus pais compraram um “curso de yoga”, ou seja uma publicação que apresentava a Saudação ao Sol e pouco mais. Tinha boas ilustrações de uma senhora e um rapaz, ambos muito flexíveis, a demonstrar as posturas. Devo dizer que comecei a praticar ginástica com os seis anos e parei por volta dos doze, com algumas sequelas... Aquilo pareceu-me uma forma de ginástica e não me cativou. Mais tarde, quando estava na faculdade, comecei a praticar Meditação Transcendental. Houve um retiro em que havia algumas práticas de yoga. Mas ainda não foi dessa... À terceira vai de vez, diz-se... Em 1988 vi um programa da Shirley MacLaine na televisão. Falava do Eu Superior e de outras coisas relacionadas. Gostei muito e fiquei curiosa. Comprei o livro ("Em busca do Eu”), depois outro (“Dançando na Luz”). Ela fazia referências ao yoga e eu não percebia porquê! Mas com tanta insistência,... comecei a ler livros sobre a filosofia do yoga. E foi o começo de uma nova era na minha vida. Depois de muito ler, como os livros já não chegavam, inscrevi-me num curso de formação de professores, no Porto. A seguir vieram os estágios Viniyoga, a formação Viniyoga, aulas individuais, pós-formações, etc.

 

O que mudou? Antes de mais, deu rumo à minha vida. Até ali, sempre estive à procura do que realmente queria. Fiz um curso de Engenharia Química, trabalhei num laboratório... faltava a parte criativa. Fiz outro curso ligado a desenho. Formei com umas amigas um atelier, mas ainda não era aquilo... faltava a parte de ajuda. Queria ajudar as pessoas... Bem, o yoga tem tudo isso: é preciso ter criatividade, ajudamos as pessoas (a se ajudarem!), dá resposta à minha busca interior... perfeito! Na altura que andava à procura de respostas em livros, cheguei a um ponto em que tinha a sensação de que os livros não me davam mais nada, como disse. Faltava a experiência de tudo o que era dito. Depois que comecei a praticar yoga, com o tempo, foram-se abrindo muitas portas dentro de mim mesma. Nunca pensei descobrir coisas tão fascinantes! Como diz Patanjali, autor do Yoga-Sûtra: “leva tempo”; mas a descoberta de si próprio é impossível de descrever; só posso dizer que é o que dá sentido a tudo. Não vou dizer que daí para a frente tudo foi um mar de rosas, porque não foi! Houve resistência da parte de alguns familiares, chacota, etc. Mas quando se sabe que aquele é o nosso caminho (e quando isso acontece, não se tem dúvidas), há entusiasmo, uma força que ajuda a ultrapassar todos os obstáculos! E há mais clareza mental, mais auto-confiança...

 

Conte-nos um pouco sobre a sua trajetória como professora de yoga. Comecei a dar aulas em 1991, embora anteriormente tenha dado algumas aulas esporádicas. O começo foi interessante porque as oportunidades surgiram, como portas que se abrem ao passarmos. Isso foi para mim um sinal para ir em frente. Aprende-se muito a dar aulas. Agradeço a todos os meus alunos todas as ocasiões em que me fizeram pensar, reformular, compreender que há algo muito maior do que nós, embora dentro de nós, que nos guia quando conseguimos calar o nosso ego. E esse calar do ego acontece quando estamos a dar uma aula. Estamos empenhados nos alunos, no seu bem-estar, em transmitir a melhor experiência possível para eles. De certa forma estamos em meditação sobre eles. Com o correr dos anos, dei aulas em vários sítios, com uma amiga e colega (Inês Matos) publicámos a revista Viniyoga em Português; continuei sempre a ver o meu professor (primeiro Peter Hersnack, depois Claude Maréchal) quer em estágios, quer individualmente. A certa altura, começou a surgir a ideia de fazer uma formação oficial de professores em Portugal (individualmente já tinha ensinado o Yoga-Sûtra, posturas e prânâyâma a alguns alunos que mo tinham pedido). Comecei a trabalhar com o Claude de uma forma mais intensa, durante dois ou três anos, para preparar os detalhes dessa formação, que foi uma formação ETY (Étude et Transmission du Yoga), portanto uma formação da escola de Claude Maréchal. Finalmente essa formação começou em Setembro de 1999. Depois seguiram-se outras. E sempre a aprender com os alunos. Adoro ensinar Yoga-Sûtra, por exemplo! O Yoga-Sûtra tem respostas para tudo! É um tratado fantástico sobre o ser humano! E de cada vez que o ensino, ou que me debruço sobre um tema, há mais e mais ideias que se desenvolvem... É realmente extraordinário!

 

Está provada a eficácia do Yoga na correção de "disfunções" físicas, mentais, emocionais...Conte-nos uma experiência de sucesso enquanto professora. O yoga da linha Viniyoga, portanto o yoga de Krishnamacharya e Desikachar é um yoga terapêutico. Por isso é que as formações demoram tanto tempo! Sobre cada postura, cada técnica de prânâyâma, aprende-se os prós e contras, aprende-se (e experimenta-se) os efeitos e como produzir esse efeitos, se necessário modificando um pouco a técnica. Aprende-se que cada pessoa é diferente e o que é bom para um pode não o ser para outro. Insiste-se muito no trabalho pessoal, no desenvolvimento pessoal do professor, também; isto para que, pelo menos enquanto dá uma aula, se possa despojar do ego e permitir assim que algo mais importante flua. Ao contrário de uma tendência atual em “compartimentar” o ser humano, armadilha em que alguns yoga-terapêutas também parecem cair, o Viniyoga ensina-nos que o ser humano é um todo e que não podemos tratar uma parte sem tratar o todo. Um bom exemplo disto foi uma pessoa (vamos chamar “A”, para evitar nomes) que foi trazida por um familiar (“B”) para uma aula individual. “A” sofria de fibromialgia, estava em tratamento havia já algum tempo por médicos, mas a situação parecia não melhorar. Tive a sensação de estar a lidar com o cristal mais frágil que se possa imaginar. Mas era um cristal lindo, delicado! Causou-me muita consternação ver tanto sofrimento. Propus uma prática curta, muito suave, no sentido de tentar desbloquear o que fosse possível, sem trazer mais dor. Na aula seguinte, “A” chegou em mau estado. Perguntei-lhe se tinha feito a prática, disse-me que sim, pedi-lhe para repetir alguns movimentos. Nisto “A” sentou-se e falou sobre coisas pessoais. Eu ouvi, quando acabou fiz-lhe umas duas perguntas e “A” refletiu. Entretanto a aula acabou. Passados uns dias, “B” telefonou-me. Perguntou-me “O que fizeste com “A”?” Fiquei preocupada. “O que aconteceu?”, perguntei. “Desde que veio da tua aula, não parece a mesma pessoa! Resolveu uns assuntos está feliz, não tem dores...” “A” queria curar-se e a prática desbloqueou o necessário para permitir que isso acontecesse. Não vou dizer que todos os casos de fibromialgia são idênticos. Cada caso é um caso.

 

O quê que o yoga lhe ensina no dia-a-dia?

Estar cada vez mais presente, apreciar a vida, nas suas diferentes facetas. Também me ensina desapego e sobretudo ensina a simplificar. Temos uma tendência enorme para acrescentar complexidade à nossa vida!

 

Qual é a parte do yoga que gosta mais? Tudo!

 

Âsana preferido. Porquê? Depende, porque em cada dia o meu corpo e mental estão diferentes... Mas sempre gosto de supta baddha konâsana, com os braços abertos em cruz, ou a postura “do frango assado”, como os meus alunos gostavam de chamar. É uma posição que proporciona ao mesmo tempo relaxamento e abertura. Sabe muito bem...

 

Quem aconselharia a praticar yoga? Por algum motivo especial? Acho que todos podem beneficiar da prática do yoga. Quando as pessoas têm responsabilidades (família, trabalho, estudos, etc.) podem realmente sentir o impacto positivo dos efeitos. Quanto maior a responsabilidade, mais o yoga poderia beneficiar. As pessoas cujas decisões influenciam a vida de outras pessoas precisam ter a mente muito clara sobre o que fazem e porque o fazem; precisam de discernimento. Precisam também ter humanidade, que é algo que o yoga bem aplicado desenvolve... Decisões com fins egoístas, sob pressão exterior ou baseadas em valores duvidosos podem afetar a vida de muitas pessoas negativamente.

 

Que recomendações daria a quem está a iniciar-se na prática do yoga? Perseverança e humildade. O rítmo do nosso corpo é lento. Se queremos produzir transformações profundas e duradouras, isso leva o seu tempo. Além disso é sempre bom lembrar que as posturas não são um objetivo, mas um meio para transformar positivamente a nossa saúde física e o nosso mental. Quando elas se tornam um objetivo, o resultado é um aumento do ego - o que mais cedo ou mais tarde traz dissabores ...

 

Antes de praticar yoga: tempo de preparação

Um lugar: à beira-mar

Uma frase: “Conhecimento é experiência; tudo o resto é informação”, Einstein

Uma música: Os sons da natureza - ao vivo e sem acompanhamento humano (instrumental ou vocal)

Um livro: ... foram tantos...

Um momento marcante: todo o momento em que se está presente é marcante

Uma cor: azul do céu

Quem é a Alice? A “Alice” está sempre em constante mudança... Muda com o tempo e com as situações. No entanto, há algo na “Alice” (como em qualquer outra pessoa!) que não muda. Sendo assim, acho que se pode dizer que a cada momento a “Alice” é a complexa manifestação atual do meu ser profundo...

 

Obrigada Alice! Namaste

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga