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Cristina Donato |Entrevista

January 5, 2015

 

A Cristina é professora de yoga e terapeuta de Ayurveda. Licenciada em Biologia/Geologia, ainda durante a formação de professores de Yoga, decidiu dar mais sentido à sua vida e deixar o emprego estável, mas que não a fazia sentir-se feliz e realizada. Vive em Viseu, e agora dedica-se a dar aulas de Yoga, consultas de Ayurveda e explicações de Biologia. A Cristina foi minha colega no Curso de Professores de Viniyoga e desde aí ficou uma amizade. Partilhámos 3 anos de formação, na qual eramos somente 3 alunas, o que permitiu criar laços, partilhar muita coisa e conhecer-nos. A Cristina é uma pessoa tranquila, amiga, de bem com a vida, vive o dia a dia, busca o conhecimento e a simplicidade da vida e do ser… e agora ama o que faz! Ora vejam:

 

O que é o yoga para ti? O yoga é o caminho para a felicidade, para o autoconhecimento, para o divino em mim. O Yoga Sutra diz que todos somos Consciência Pura (Purusha), e que essa Consciência é eterna, imutável, fonte de verdade e felicidade. Mas para a maior parte de nós, essa Consciência encontra-se “tapada” pelos hábitos e preocupações da mente, e pela identificação com o mundo material (ex.: nome, profissão, bens materiais…). O Yoga tem ferramentas para ajudar a “destapar” essa Consciência Pura, o EU verdadeiro. Por isso eu diria que o yoga é o caminho para MIM própria.

 

Quando e como surgiu o yoga na tua vida? Inscrevi-me pela primeira vez nas aulas de yoga aos 26 anos, apesar de uma ou duas vezes antes, penso que até na adolescência (já não estou bem certa), quando a palavra yoga surgia (na televisão ou noutro sítio) achar que era capaz de ser uma coisa interessante!... mas não fazia a mínima ideia porquê! Mas foi então aos 26 que tomei contacto com a prática, numa altura difícil para mim, com várias mudanças e adaptações, que na época me deixaram bastante contrariada. E foi por achar que precisava de algo para me equilibrar que resolvi ir às aulas. Lembro-me que no fim da primeira aula (viniyoga), ia no carro para casa a pensar “nem sei se gostei ou não, não foi mau, mas também não foi nada de espetacular… e foi difícil, posturas, respirações, contagens… bem, se calhar faço mais algumas aulas para ver se me consigo orientar e perceber se gosto ou não! Afinal as primeiras aulas nunca são fáceis!”… e até hoje! :D

 

O que mudou? Tenho a sensação que tudo, mas essencialmente mudou a minha perspetiva, a forma como olho para as coisas, para as situações, para os outros e para mim própria. A minha professora, Alice Lopes, diz que a prática vai limpando uma série de coisas, mesmo que não o percebamos na hora… e é verdade, a determinada altura, olha-se para trás e parece que já não me aborreço tanto com determinadas coisas, não complico tanto, tolero melhor determinados contratempos… é claro que isto não é uma linha reta muito direitinha sempre em equilíbrio, às vezes há picos para baixo ou para cima, porque, como toda a gente, continuo a ter problemas e aborrecimentos, mas parece que é mais fácil lidar com eles e voltar a aproximar a linha do equilíbrio… diria um equilíbrio dinâmico.

 

Conta-nos um pouco sobre a tua trajetória como professora de yoga. Quatro anos depois de ter começado a praticar viniyoga com o Mário Martins (foi o meu primeiro professor), com o seu apoio e encorajamento, resolvi fazer a Formação de Professores de Yoga Viniyoga, no Porto, com a Alice Lopes e o Pierre Courtejoie. Na altura ainda não tinha a certeza se iria dar aulas, o meu objetivo principal era aprofundar os meus conhecimentos sobre o yoga e perceber como aplicá-los no dia-a-dia. Entretanto, em 2009, ainda durante a formação, surgiu a possibilidade de dar aulas em Oliveira de Frades, o que foi ótimo, porque podia pedir conselhos e tirar dúvidas com os meus professores. Muito enriquecedor, tanto a nível técnico como pessoal, aí tive a certeza que o ensino do yoga era o meu caminho. Atualmente dou aulas em Viseu e Santa Comba Dão, continuo a fazer formação sempre que posso… e a aprender muito com os meus alunos.

 

Dedicas-te agora também à ayurveda. Explica-nos o que é e de que forma está associada ao yoga. Ayurveda significa “ciência da vida”, é a medicina tradicional indiana, reconhecida pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Surgiu há mais de 5000 anos, numa civilização muito desenvolvida e evoluída espiritualmente (situada no noroeste, no vale entre os rios Indu e Sarawasti). É considerada a “mãe” de todas as medicinas, pois é o sistema de cura mais antigo do Planeta. O Ayurveda é uma ciência holística, que tem em atenção todos os aspetos da vida humana: o corpo, a mente e o espírito. Tal como o Yoga! :D Ambos surgiram na Cultura Védica. O Yoga desenvolve a filosofia védica de uma forma prática, para o desenvolvimento da consciência, através de códigos de conduta, ásanas, pranayamas e meditação. O Ayurveda é o ramo médico ou terapêutico da Ciência Védica, utiliza inclusive técnicas de Yoga. São ciências que se complementam para a manutenção da saúde e de uma vida equilibrada, com vista à realização espiritual. Enquanto professora de Yoga, interessa-me o acompanhamento individual e a Yogaterapia, no fundo poder responder às necessidades de cada pessoa, consoante o momento em que ela se encontra. Neste âmbito, o Ayurveda é uma grande ajuda, uma vez que tem ferramentas de diagnóstico que permitem um melhor conhecimento da pessoa e dos seus problemas, assim como formas de tratamento que são, não só complementares, mas também respeitadoras dos princípios do Yoga.

 

O quê que o yoga te ensina no dia-a-dia? Eu sei que vai parecer um grande chavão, mas acho que é mesmo isto: o yoga ensina-me a viver o presente, a fazer uma coisa de cada vez (e isto não significa que não faça muitas e variadas coisas, mas uma a seguir à outra…)… ensina-me, também, que depois de fazer o que está ao meu alcance, para cumprir o meu dever (ou atingir um determinado objetivo) é preciso relaxar… e deixar fluir o universo… porque, na verdade, o sucesso das minhas ações não depende só de mim. Há um conjunto de fatores que não sou (ninguém é) capaz de controlar e que podem afetar o resultado final. Por isso, manter a meta em vista, mas não esquecer de parar no caminho para usufruir da paisagem e sentir o aroma das flores! ;)

 

Qual é a parte do yoga que gostas mais? Pergunta difícil, não sei se consigo escolher… depende dos momentos! No entanto, os códigos de conduta (yamas e nyamas) parecem-me de um valor excecional e cada vez mais necessários, atendendo à forma como a nossa sociedade global está organizada e trata o indivíduo. O primeiro yama, não violência, no qual assenta tudo o resto (do yoga), implica a ausência de qualquer tipo de violência: física, psicológica, por palavras, por pensamentos… para com terceiros e para com o próprio. E se respeitar os outros às vezes já é difícil, respeitarmo-nos a nós ainda é mais… até porque às vezes nem nos apercebemos que estamos a ser violentos connosco, tal é a competição e a vontade de atingir objetivos a todo o custo (e às vezes nem se sabe bem porquê ou para quê?!)… e o preço pode ser alto, paga-se muitas vezes com a saúde, física e mental. Por isso, perceber se estamos a agir com respeito pelo nosso corpo e pelos nossos princípios é fundamental, para a saúde e a felicidade de cada um… e se a sociedade tiver mais pessoas que se respeitam, e por isso também respeitam os outros, será com certeza mais equilibrada e saudável.

 

Âsana preferido. Porquê? Também depende…mas um que faço quase todos os dias é Utkatasana, com os braços para cima. É uma postura algo intensa fisicamente, mas como costumo praticar de manhã gosto da sensação de abertura da caixa torácica, acompanhando com a respiração completa. É uma boa postura para aquecer e energizar o corpo… e começar a viver o dia!

 

Que conselhos darias a quem está a iniciar-se na prática do yoga? Persistência, muita… e confiança. Para um grande número de pessoas, o início não é fácil, às vezes é até muito difícil, depende de cada um. Mas vale a pena! No yoga até os “efeitos secundários” são bons! ;)

 

Outra coisa que também me parece importante, e que poderá ajudar a ganhar confiança na prática… quando tiver dúvidas, pergunte. Se não se sentir à vontade para questionar durante a aula, fale no fim com o professor(a)… é bom para o aluno e ajuda o professor a perceber melhor as dificuldades de cada um. Assim pode estruturar ou adaptar melhor as aulas. Ficam todos a ganhar!

 

 

Antes de praticar yoga: Parar, fechar os olhos, focar… na realidade isto já é yoga!

Um lugar: uma praia

Uma frase: “Não herdámos a Terra dos nossos antepassados, temo-la emprestada dos nossos filhos” – autor desconhecido

Uma música: Baba Nam Kevalam (mantra = “o amor é tudo que existe”)

Um livro: O Alquimista – Paulo Coelho

Um momento marcante: o meu primeiro retiro de yoga

Uma cor: verde

Quem é a Cristina? A Cristina é alguém a tentar responder à questão “Quem sou EU?”…

 

Obrigada Cristina!

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