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JOANA RAINHA |Entrevista

May 12, 2015

 

A Joana pratica diariamente Yoga e Lu Jong, regularmente também faz Tog Chod, Tsa Lung e Tummo. A viver um processo de auto-conhecimento e de auto-transformação, para além de se olhar profundamente como pessoa é como terapeuta que se realiza profissionalmente. Após concluir a sua licenciatura em música, percebeu que podia aplicar os seus conhecimentos numa outra área, da terapia através do som! Este mês vamos ter a Joana no nosso estúdio a proporcionar uma sessão de meditação e relaxamento com taças tibetanas e gongos. Obrigada Joana por aceitares o convite e fazeres-nos vibrar e acalmar! :-)

 

 Joana o que é o yoga para ti? Mais do que, chamar-lhe uma filosofia de vida para mim, o Yoga e todas as práticas budistas e de meditação são um método para encontrarmos a felicidade.

 

- Quando e como surgiu o yoga na tua vida? Comecei a praticar Yoga em 2004, no meu último ano de Licenciatura... eu estava na área da música e, tocar piano para um publico e estar nos palcos sempre me deixou muito nervosa e ansiosa. Assim, pensei no Yoga como uma prática que me ia ajudar a relaxar e também que me faria voltar a mexer o meu corpo, já que, em toda a fase Universitária deixei de praticar qualquer tipo de atividade física. Como já estava a terminar o meu curso, (aquilo que supostamente devemos fazer pelo que a sociedade nos impõe) acho que naturalmente relaxei e comecei a despertar para algo mais! Talvez se tenha dado o despertar para mim mesma!! -

 

O que mudou? Na altura, enquanto a prática ainda não era tão assídua, foram mudando pequenas coisas... a minha alimentação, comecei a sentir-me mais calma, melhorei a minha postura, a minha auto-estima. Hoje, à distância, consigo ver que mudou TUDO! (risos) Hoje estou mais próxima de quem realmente sou, guio-me através do meu coração e intuição, sou mais natural, alegre e espontânea! Sou muito mais Feliz e mais Sábia, não tenho dúvidas! Claro que, fui deixando-me invadir cada vez mais pelo Yoga e pelas práticas budistas tibetanas e começaram a ocupar grande espaço na minha vida, até me tornar professora, por isso, noto mais ainda as mudanças. Mas, não foi só o Yoga... Em 2007 comecei uma longa caminhada (sem fim!) de crescimento... entrei em terapia, comecei a fazer formações, retiros, a participar de meditações...

 

- Dás aulas de yoga, Lu Jong e Tog chod. A prática de yoga já se vai começando a ter uma ideia do que é, como se faz, se bem que por vezes deturpada. Em relação às outras práticas explica-nos em que consistem. Ambas as práticas - o Lu Jong e o Tog Chöd - são praticas budistas tibetanas da via tantrayana, ou seja, a via que faz uso do corpo como veículo de transformação. Ao usarmos e trabalharmos com o nosso corpo é possível chegarmos a uma mente mais calma. Especialmente para nós, ocidentais, este tipo de práticas em que se faz uso do corpo e em que o colocamos em movimento ajuda-nos muito porque, devido à nossa mente ainda tão disfuncional, é-nos difícil meditar simplesmente sentando ou ficando parado e quieto. Assim, através do movimento vamos entrando em meditação... A grande diferença do Ioga Tibetano - o Lu Jong - em relação ao Yoga é que não há permanência nas posturas, elas são sempre realizadas em movimento e, ao combinar a forma, a respiração e o movimento de forma a colocar repetidamente uma pressão suave em pontos particulares do corpo, o Lu Jong cria a oportunidade para a libertação de bloqueios nos canais e para a energia bloqueada voltar a fluir normalmente. O Tog Chöd é a chamada Meditação da Espada da Sabedoria e significa "cortar o pensamento" é também uma prática de meditação ativa em que se faz uso de uma espada que, simbolicamente representa a sabedoria e que nos vai ajudar a "cortar" medos e expectativas (que não nos permitem estar no momento presente) e a transformar emoções negativas como a raiva em compaixão e amor.

 

- Joana desde sempre estiveste ligada à música. Mais tarde surgiu a ligação da música à terapia, ao yoga... Como é que isso aconteceu? Durante a minha Licenciatura, tive contacto com disciplinas como a Psicologia da Música que me deu a conhecer a Musicoterapia. Como no 9º ano, a minha grande dúvida em relação ao curso a escolher era entre música e psicologia, quando conheci a Musicoterapia fiquei delirante porque juntava as duas disciplinas. Assim, ficou o "bichinho" e, logo que terminei a Licenciatura comecei a procurar onde fazer Formação em Musicoterapia... e fui parar ao Rio de Janeiro. Agora, desfruto das mudanças que as práticas me têm trazido e, toco piano, taças tibetanas e usa a voz nas minhas aulas de Yoga, Workshops, unindo os meus conhecimentos da Música, do Yoga, da Musicoterapia e, o principal! das minhas experiências de Vida!! E, o melhor de tudo, é que já não fico nervosa (risos) mas estou em pleno prazer... a criar!

 

- Fazes várias apresentações, workshops em que falas sobre o Amor, a felicidade, a liberdade... Qual é a maior barreira, na tua opinião, para se atingir a felicidade plena, o amor verdadeiro e a liberdade tão desejada? Para mim, a maior barreira é a ignorância. No Budismo, a ignorância, é a principal causa do nosso sofrimento. Significa não saber que não se sabe e, por isso, o ditado "ignorante mas feliz" não serve para mim (risos). Eu busco sempre a minha verdade, confrontar-me com os meus inimigos (que são sempre internos) e sou praticante porque acredito que, ao trazer mais consciência à minha vida, torno-me menos ignorante e, por isso, mais sábia e mais feliz! Por isso, o caminho para o sofrimento é a ignorância e o caminho para a felicidade é o Amor...

 

- Qual o feedback que tens em relação a estas apresentações? O que sentes do outro lado? Sinto que ainda são poucas as pessoas que escolhem este caminho... ainda vejo muito sofrimento e muita incapacidade de sair desse sofrimento porque as pessoas não se sentem ainda as responsáveis pela sua própria felicidade. Ainda continuam a culpar o vizinho, o tempo, o marido, o chefe por essa infelicidade e não "saem do sofá"!!! É difícil acreditarem e desejarem a felicidade ao outro e, em vez disso dizem "eu amo-te, por isso, quero que me faças feliz!!" Contudo, aqueles que se abrem para escutar este tipo de ensinamentos sinto que se empenham em realmente se transformarem e transformar as suas vidas.

 

- Porquê que achas importante as pessoas terem o seu momento de prática, seja de yoga, meditação... E que conselho darias a quem ainda não pratica. Não acho importante, acho o mais importante! como podemos fazer escolhas conscientes, saber que direcções tomar na nossa vida se não estamos conectados com o nosso coração, com a nossa sabedoria interna, com a nossa intuição? Através da meditação ficamos mais centrados, mais atentos e, por isso, as escolhas que fazemos trazem-nos menos problemas... Quem ainda não pratica, aconselho que comece a pensar que o dia é HOJE, o momento é AGORA para começar e não, "depois das férias do Natal", ou "quando terminar aquele trabalho", ou "quando arranjar o próximo namorado"... Que pense que "não há tempo", em vez de, "tenho muito tempo"...

 

 

Quando não praticava yoga eu: Era uma pessoa muito chata e aborrecida!

A prática de yoga trouxe-me: Equilíbrio, Felicidade (a todos os níveis), Amor por mim mesma, and so on...

Um lugar: O meu coração, primeiro!

No mundo... Rio de Janeiro, Camboja... não consigo ficar-me apenas por um...

Uma frase: "só existem dois dias no ano em que não se pode fazer nada. Um chama-se ontem e outro amanhã. Portanto, hoje é o dia ideal para amar, crescer, fazer e principalmente viver." - Dalai Lama;

Uma música: Ui...difícil esta! "Clair de Lune" de C.Debussy;

Um livro: "Comer, orar e Amar" de Elizabeth Gilbert;

Um momento marcante: todos os momentos do Processo Pai e Mãe em Porto Alegre, Brasil; Uma cor: Branco e Amarelo! Eu sei que era só uma...

Quem é a Joana? É um espírito livre, que gosta de desafios, uma guerreira pacífica, determinada, intuitiva, à procura da Felicidade e que procura viver no caminho do Amor.

 

Obrigada Joana

Namaste

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